sábado, 31 de maio de 2014

The Raid: Operação Invasão


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Olá malukos! Como primeiro post (tenho que começar por algum lugar né) quero falar um pouco deste filme indonésio, que me cativou e também me surpreendeu nestes tempos de raros, ou de quase nenhum, bons expoentes do cinema de ação e pancadaria. O filme em questão é o violento, simples e bem dosado,The Raid.

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O filme indonesio The raid ou Operação Invasão (no Brasil) de 2011, foi escrito e dirigido por Gareth Evans e protagonizado pelo ator Iko Uwais. Gareth e Iko se encontram pela segunda vez, ja que trabalharam juntos em Merantau (2009), filme de artes marciais, assim como The Raid. Ambos mostram a tradicional arte marcial indonésia chamada Pencak Silat.  A coreografia das lutas de The Raid foram feitas por Iko Uwais e Yayan Ruhian, que atuaram juntos em Merantau e agora em The Raid.
Depois da estréia mundial, no Festival Internacional de Cinema de Toronto, o filme recebeu críticas positivas. O nome do filme foi mudado para The Raid: Redemption nos Estados Unidos devido a empresa distribuidora Sony Pictures Classics não conseguir assegurar os direitos autorais sobre o título. Foi vencedor do prêmio de melhor filme no Festival Internacional de Dublin.
O filme conta com trilha sonora composta por Mike Shinoda, da banda Linkin Park, que após assistir ao filme se ofereceu para gravar uma nova trilha sonora para a produção.

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A trama segue o policial novato Rama (Iko Uwais), do Departamento 88, uma força especial liderada pelo sargento Jaka e o tenente Wahyu, com a missão de acabar com o reinado de Tama Riyadi, o poderoso rei das drogas em Jacarta, que vive num prédio de 30 andares em meio as favelas da capital indonésia. Sorrateiramente, o esquadrão se infiltra no prédio, até que no quinto andar, a coisa toda se complica.

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O esquadrão é descoberto, encurraldo e sem pra onde correr, deve lutar para sobreviver. Pra piorar, Jaka arranca de Wahyu que a missão tem objetivos escusos e eles estão, literalmente sozinhos nesta, não há suporte, nem comunicação. Deste momento em diante o filme ganha movimento com os policiais lutando por suas vidas, seja com armas de fogo, armas brancas e suas proprias mãos e corpos ao enferentarem o exército de moradores capangas de Tama.

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O enredo parece simples, e é, tudo em The Raid foge da pretenção, é um filme de artes marciais , onde a porradaria e o tiroteio correm soltos na película. É matar ou morrer. Percorre os elementos já tradicionais em filmes de ação e de artes marciais como, por exemplo, o herói virtuoso, um capanga fodão e indestrutível e um vilão simplesmente mau e cruel.


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Portanto, quem vibrou e se extasiou com o estilo de luta e cenas de ação do famoso Ong Bak (2003), vai achar The Raid bem melhor e a razão disso são apenas 2 motivos: O ator Iko Uwais e as pancadarias.
Como Tony Jaa, protagonista de Ong Bak, Iko Uwais luta pra cacete, já que é artista marcial e campeão de Silat, mas diferentemente de Tony, Iko tem um certo carisma bruto, algo que precisa ser lapidado, mas que cativa mostrando que, alí no filme, não é apenas um cara que luta bem, há nele um charme qualquer, algo que não se via desde Van damme e seus contemporâneos no cinema de ação para machos.

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O outro motivo são as lutas muito bem realizadas, garantem o gostinho de “quero mais” a cada vez que terminam, sem comentar que para nós ocidentais o silat no cinema traz um frescor. Todavia, o que quero dizer sobre as lutas está no fato de que, as mesmas não trazem aquele ar de coisa coreografada, contida nas cenas de Ong Bak cheias de acrobacias ao estilo Le Parkour, não que The Raid tenha lutas super realistas, contudo, a coreografia neste é dosada, passando longe das ireais dinâmicas do cinema chinês de Wu Xia, não há beleza e sim precisão, vigor e violência. Destaque para a luta entre Rama (Iko Uwais) e Mad Dog (Yayan Ruhian).

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Posso dizer que The Raid é um bom filme para quem procura e curte o gênero artes marciais, pois é um filme cheio de porradaria, violência e edição bem feita. Como já disse, as lutas são bem coreografadas ao ponto de simularem a realidade e o diretor sabe onde colocar as câmeras mesmo em lugares apertados como os corredores do prédio, o que me faz lembrar da genial cena de luta do filme Old Boy (2003) filmada em plano-sequência. Desde filmes como Old Boy, Ong Bak e Zatôichi (2003) que eu não via algo assim, como as lutas de The Raid, são aquele tipo de lutas que assistimos em filmes e ficam marcadas na memória, pois gozam de inventividade, de inovação e estilo distinto. A violência, que marca fortemente o filme com a sua crueldade, ferocidade e selvageria instituida nas lutas, é também fator relevante para o tom de cruesa e estilo trash que climatiza a película de Gareth Evans, como um cinema de porrada, sujo e brutal.

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Segue o link para o trailer de The Raid:
https://www.youtube.com/watch?v=6f6f_kfp1Z8